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Eduardo Merino

A sexualidade apresenta-se como uma individualidade humana, que mutou em sincronismo com a evolução da humanidade.Não esquecer que apesar deste tema se ter transformado numa forma rebuscada de tempero social, é algo claramente primário, associado à proliferação da espécie e ao seu estado evolutivo.

A sexualidade esconde um sentido básico : ATRAIR O/A PARCEIRO/A,

E aqui temos o primeiro paradigma evolutivo.

No início da nossa espécie esta sexualidade representava a procriação e a constituição de um clã. A sexualidade hoje em dia tem um significado bem mais lato.

Hoje em dia a sexualidade é claramente figurativa. Ou seja, o ser humano conquista figuras que possam representar os seus parceiros/as, para poderem um dia escolher o verdadeiro/a “the one “.

O “desejo” são um conjunto de alterações fisiológicas, com o objetivo de nos alertar da necessidade que temos por um lado de procriar e aumentar o clã, por outro de manter o clã unido e saudável.

Depois existem bastantes fases cronológicas distintas e variáveis muitos específicas.
Cronologia

#antes do casamento ou união de facto. É a fase onde o romantismos assume o seu apogeu. A necessidade de cativar o/a parceiro/a é constante.

#nascimento dos filhos. Altera a libido e sexualidade, no entanto até o clã fechar o ciclo reprodutor, a sexualidade mantém-se ativa. Quando o ciclo reprodutor da família termina, pode haver mudanças.

#filhos saem de casa. Uma nova fase. A sexualidade apresenta-se como determinante não para procriar, mas para manter a base do clã unida.
Em todas estas mudanças de fase, existem necessidades de muitas adaptações do casal. E numa situação social altamente instável, são aqui que acontecem a grande parte dos divórcios.

Em relação ao género

Claramente aqui temos diferenças significativas:

#homem. Têm como função procriar e defender o território. Este estímulo biológico será eterno. Com 1 filho ou 12. Quer é estar sempre pronto a mostrar que é viril e capaz. O verdadeiro alfa.

#mulher. Teremos 4 fases.

1- conquista/namoro

2- época de procriação

3- época pós-criação

4- época pós independência dos filhos. A libido e sexualidade mudam em todas estas fases.

A durabilidade dos casais prende-se pela percepção e adaptação aos diferentes ciclos de mudança.
Desidentificação

Quando a relação perde o interesse, é sinal que por algum motivo aquele/a parceiro/a deixou de ter as características que seriam desejáveis para a identificação de família consistente.

Aí entra a genética e a nossa história.

Existe sempre uma explicação para alguém se interessar por uma pessoa, ou por alguém perder o interesse no/a parceiro/a.

Se uma mulher cresceu numa família com um pai austero e agressivo, vai escolher um companheiro meigo e carinhoso. Se um dia ele eleva a voz, o caldo está entornado.

Da mesma forma que um homem que nasceu com uma mãe distante e ausente, na primeira situação que proporcione o afastamento da companheira ( trabalho fora por exemplo) poderá ser o início dos primeiros problemas.
A sexualidade é o termómetro e a bússola da nossa representação humana. Basta estar atento aos seus sinais, parar e perceber. Depois é olhar para a sociedade onde estamos inseridos e fazer as nossas escolhas. Uma coisa é certa, tudo está nas escolhas que tomamos. A responsabilidade é completamente nossa. E tudo é possível, basta nós QUERERMOS!

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