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Eduardo Merino

Nas diversas tarefas funcionais, o papel atribuído ao controlo postural (CP) é fundamental já que lhe cabe a função de controlar a posição do corpo no espaço e na dupla tarefa de estabilidade e orientação. (Shumway-Cook & Woollacott, 2012) Para esta dupla função é fundamental a ocorrência de ajustes posturais que resultam também da  interação do indivíduo na tarefa e ambiente em que está inserido (Camargo & Fregonesi, 2011). Para estes ajustes e relativamente a cada indivíduo, é importante referir os múltiplos input’s que contribuem quer para o despoletar quer para a modulação destes ajustes. Assim, os input’s vestibulares, visuais e propriocetivos, permitem que o sistema nervoso “perceba” a cada momento a configuração dos segmentos corporais relativamente à posição no espaço, relação com a gravidade, tensão muscular vs estado de comprimentos muscular, entre outros (Montgomery e Connolly, 2003; Pollock, 2008; Nudo, 2007). Importa referir que esta informação vivenciada ao longo da múltiplas experiencias sensorio-motoras permite que os ajustes posturais sejam ativados previamente ao início do movimento de forma a minimizar a perturbação que o próprio movimento induz denominando-se de ajustes posturais antecipatórios (APA’s) (Massion, 1994). É importante também referir o controlo passivo do CP relacionado com as propriedades viscoelásticas dos músculos periarticulares possibilitam também um torque muscular adequado como resposta às oscilações posturais. (Asseldonk, Buurke, Bloem, Renzenbrink, Nene, & Helm, 2006; Carvalho & Almeida, 2008). Assim, o CP envolve uma complexa interação entre o sistema neuronal e o sistema músculo-esquelético, tendo por base a conexão entre as vias aferentes e eferentes, e a sua integração ao nível do Sistema Nervoso Central. Esta integração  permite  modular a atividade neuronal medular,  essencial para que o CP seja eficiente (Camargo & Fregonesi, 2011; Chen & Zhou, 2011; Pinar, Kitano, & Koceja, 2010).

Artigo desenvolvido por Marlene Pereira

Bibliografia

• Asseldonk, E. H., Buurke, J. H., Bloem, B. R., Renzenbrink, G. J., Nene, A. V., & Helm, F. C. (2006). Disentangling the contribution of the paretic and non.paretic ankle to balance control in stroke patients. Experimental Neurology

• Camargo, M. R., & Fregonesi, C. E. (2011). A importância das informações aferentes podais para o controle postural. Revista Neurociência.

• Carvalho, R. L., & Almeida, G. L. (2008). Aspectos sensoriais e cognitivos do controle postural. Revista de Neurociência.

• Chen, Y.-S., & Zhou, S. (2011). Soleus H-reflex and its relation to static postural control. Elsevier. Gait & Posture;

• Massion J. 1994 Postural control system. Curr Opin Neurobiol. 1994;4: 877– 887.

• Montgomery, P. C., & Connolly, B. H. 2003. Clinical Applications for Motor Control. Slack Incorporated;

• Nudo R. (2007); Postinfarct Cortical Plasticity and Behavioral Recovery; Stroke 2007; 38; 840-845;

• Pinar, S., Kitano, K., & Koceja, D. M. (2010). Role of vision and task complexity on soleus H-reflex gain. Journal of Electromyography and Kinesiology, 20, 354–358. Elsevier

• Pollock A., Baer G; Langhorne P., Pomeroy V, (2008); Physiotherapy Treatment Approaches for Stroke, Stroke. 2008; 39;519-520

• Shumway-Cook, A., & Woollacott, M. H. (2012). Motor Control. Translating Research into Clinical Practice (L. W. a. Wilkins Ed. fourth edition ed.). USA.

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