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Eduardo Merino

Quando por algum motivo um atleta contrai uma lesão, ocorrem de imediato determinadas modificações no cérebro, relacionadas com a forma, a intensidade e a duração a que esse estímulo lesivo foi vivido pelo indivíduo.

Dessa forma podemos logo perceber a grande variabilidade de mecanismos que podem interagir a nível neural, dimensionando o princípio da individualidade: cada lesão será compreendida de forma diferente, por cada atleta.

Os fatores que vão condicionar esta percepção mental, são baseadas na genética e na sua história.

É muito importante que desde o início da recuperação, se utilizem diferentes ferramentas que minimizem os efeitos adversos promovidos pelo cérebro, principalmente aqueles que dimensionem o medo, que está enraizado em muitas palavras e atitudes. Chamamos a isso de Nocebo. Palavras como azar, pena, prevenção , preocupação , cuidado e receio, podem enviesar o objetivo do engagement na recuperação. Por outro lado palavras e conjecturas que reforcem um estímulo positivo como : força, responsabilidade, focus e motivação, são essenciais . A isso chamamos de Placebo.

Outra ferramenta que está ao nosso alcance e cada vez mais estudada em neurosciências, são os engramas mentais.

O engrama mental é a forma como podemos recrear uma situação real do atleta na sua performance mas a nível mental. A evidência já nos permite perceber que as zonas do cérebro que são estimuladas quando imaginamos movimentos físicos, são as mesmas que são estimuladas no movimento normal.

Da mesma forma, uma imagem negativa imaginada pelo nosso cérebro ( como uma lesão ou falhar um pênalti) , pode estimular as mesmas zonas, que se o fizéssemos na vida real.

O engrama mental, vem dar evidência à necessidade de que o atleta também deve treinar os seus pensamentos. De que o pensamento competitivo e o comportamento nunca devem estar dissociados. E principalmente que um atleta que em competição é uma continuação do que é em vida, com a sua lealdade, seriedade e compromisso, poderá eternizar com muito mais vigor todos os seus resultados.

Bibliografia

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5 D’Avella A., Bizzi E. (1998). Low dimensionality of supraspinally induced force fields. Proc. Natl. Acad. Sci. U S A 95, 7711–7714 10.1073/pnas.95.13.7711 [PMC free article] [PubMed] [Cross Ref]

6 Debicki D. B., Gribble P. L. (2005).

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