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Eduardo Merino

Numa altura onde todos os caminhos levam à longevidade, é impossível tirar do nosso raio de ação, no valor histórico de alguns elementos alimentares que evoluíram com o ser humano. O Mel, é um alimento biológico, que pode ser adicionado de forma saudável, valorizando ainda mais a nossa roda dos alimentos.

Perspectiva histórica

As nossas amiga abelhas, são insetos voadores, conhecidos pela importância na polinização. Pertencem à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, subgrupo Anthophila.

O representante mais conhecido é a Apis mellifera, oriunda do Velho Mundo, criada em larga escala para a produção de mel, cera, própolis, geleia real.

As abelhas existem há muito mais anos que a presença do ser humano no planeta. Através de vestígios arqueológicos sabemos (pedaços de âmbar transparente envolvendo abelhas), que já existiam abelhas há muitos milhões de anos, similares às atuais.

A interação entre o Homem e este inseto, é bastante antiga. Na obra de Eva Crane (Honey, a Comprehensive Survey), encontramos informações de que os Sumérios, que se estabeleceram na Mesopotâmia por volta de 5000 a. C., já usavam o mel.

Desde a primeira dinastia, em 3200 a.C., adotaram-se as abelhas como símbolo do faraó do Baixo Egito. O mel era muito usado pelos antigos egípcios, especialmente pelos sacerdotes, tanto nos rituais e cerimónias como para alimentar animais sagrados.

Na Bíblia, no Antigo Testamento, há informação suficiente para concluir que na Terra Prometida dos hebreus, “regada por leite e mel”, o mel era amplamente usado. Em vários textos bíblicos, o mel também é citado em diversas passagens do Antigo Testamento , sendo mencionado em alguns Salmos.

Homero, o poeta, na sua consagrada Odisseia, fala sobre uma mistura de mel água e leite, chamada “Melikatron”, que era considerada uma excelente bebida; menciona também que as filhas órfãs de Píndaro eram alimentadas pela deusa Vénus (Afrodite) com queijo, mel e vinho, os mesmos alimentos usados por Circe, a feiticeira, que fascinou os companheiros de Ulisses.

Diretrizes sobre o processo

• Uma abelha produz 5 gramas de mel por ano. Para produzir um quilo de mel, as abelhas precisam de visitar 5 milhões de flores ou seja 1 kg de mel representa 125 dias de trabalho de 1000 abelhas. Importante como se pode averiguar a necessidade de preservar os ecossistemas.

• Num dia de trabalho, cada abelha, em média, faz 40 voos pousando em 40 mil flores.

• Com a língua, a abelha recolhe o néctar das flores e guarda-o numa bolsa localizada no fundo da garganta. Depois, volta para a colmeia e o néctar vai passando de abelha para abelha. A água evapora, o néctar engrossa e transforma-se em mel.

• As abelhas são os únicos insetos que produzem um alimento que é consumido pelo homem.

  • É um alimento, geralmente encontrado em estado líquido viscoso e açucarado, que é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido das flores e processado pelas enzimas digestivas desses insectos, sendo armazenado em favos nas colmeias para servir-lhes de alimento durante o Inverno.

  • Existem vários tipos de mel. Além de açúcares (glicose e frutose), este néctar dos deuses, de cor castanho-amarela.

Composição:

  • Vitaminas do complexo B, C, D e E

  • Minerais (cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, zinco e potássio, entre outros)

  • Um teor considerável de antioxidantes (flavonóides e fenólicos).

O mel de abelha é o produto mais conhecido com propriedades medicinais.

  • Resumindo os benefícios do mel para a saúde:

• Ajuda a reduzir alguns tipos de tumores e doenças cardíacas.

• Tem importante acção antibacteriana e antifúngica.

. Antioxidante

• Melhora a qualidade de saúde global

. Indicado como seguro e indicado para diabéticos, desde que consumido com moderação.

A preocupação do mundo sobre todo o equilíbrio necessário para que as abelhas mantenham esta homeostasia planetária, é muito importante.

A escolha de produtos de qualidade, onde o mel é produto primário, é portanto uma das nossas opções.

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One comment on “O Mel e a Vida

  1. Sensacional esse artigo. Gratidão pelas ótimas informações. Sempre usamos o “mel”, além de delicioso, altamente curativo. Abraço, Miriam

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