search instagram arrow-down
Eduardo Merino

A Esclerose Múltipla

Artigo desenvolvido por : Marlene Pereira

O que é a Esclerose Múltipla (EM)?

A Esclerose Múltipla (EM) caracteriza-se por um processo de desmielinização do Sistema Nervoso Central (SNC) que pode ocorrer a qualquer nível. (Siegel A. 2006). Cerca de 80% dos doentes com EM do tipo exacerbação-remissão desenvolve EM secundariamente progressiva. As crises e período remissivo que costumam alternar alteram-se para um estado progressivo de evolução da doença. (Koch, 2010) Todas as informações que chegam ou saem do córtex cerebral ou que conectam uma parte do córtex à outra, devem passar através da substância branca subcortical. Em geral, a substância branca do hemisfério contém fibras de associação, fibras comissurais (corpo caloso) e fibras de projeção (cápsula interna). (Haines, 2006)

O feixe retículo espinal medial ou pontino desce bilateralmente, porém com uma predominância ipsilateral e têm influência no controlo postural do tronco. (Haines, 2006; Siegel, 2006)

Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com EM (dados da Organização Mundial da Saúde) e em Portugal mais de 8.000. (Gisela Kobelt, 2009).

Possíveis sintomas da EM:

  • Fadiga
  • Neurite óptica
  • Perda da força muscular nos braços e pernas
  • Alterações da sensibilidade
  • Dor
  • Alterações urinárias e intestinais
  • Problemas sexuais
  • Equilíbrio/coordenação
  • Alterações cognitivas
  • Alteração de humor e depressão

Qual o tratamento para a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla não tem cura e os medicamentos disponíveis podem somente modular ou retardar a sua evolução, reduzir a frequência e a gravidade dos surtos, reduzir a acumulação de zonas lesadas no sistema nervoso e ajudar os pacientes no aparecimento dos sintomas.

A definição do melhor tratamento para cada caso dependerá sempre de uma avaliação médica.

Os grupos de medicamentos mais utilizados englobam os corticosteróides, que ajudam a combater a inflamação e os interferões, que reduzem o risco de ocorrência de surtos de esclerose múltipla, reduzindo igualmente a sua gravidade e os danos por eles causados.

Nas formas mais graves, pode-se recorrer a medicamentos de outra natureza, como os citostáticos.

Todos estes tratamentos podem ser complementados com outros tipos de apoio, definidos em função das dificuldades sentidas por cada paciente.

De que forma podemos ajudar.

Nos dias de hoje, a reabilitação é considerada parte fundamental do tratamento da Esclerose Múltipla (EM). Os profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes necessitam de conhecimento e experiência para reconhecer as peculiaridades de cada um e a grande variedade de sintomas que os diferenciam. Como as queixas variam durante o curso da doença, o maior desafio para o profissional é estar preparado para tratar com individualidade e flexibilidade.(Mimoso, 2007)

No passado, qualquer tipo de atividade física era evitada por pessoas com EM, com o propósito de evitar o aparecimento da fadiga. Como consequência, muitos indivíduos tornaram-se descondicionados prematuramente devido à inatividade, tornando frequentes os sinais de osteoporose e episódios de quedas. Com o passar dos anos e dos resultados de muitos estudos, os benefícios de atividades físicas passaram a ser percebidos e os programas de reabilitação tornaram-se parte fundamental do tratamento da EM. Desde então, muitos estudos tem sido publicados, mostrando a eficácia de planos de reabilitação, e intervenções para melhorar a força, equilíbrio e qualidade da marcha. (Cardoso, 2012)

Bibliografia

Cardoso, A. C. (2012). Aplicação do teste ADEMd em sujeitos com esclerose múltipla. Dissertação de Mestrado, Universidade da Beira, Covilhão, Brasil.

Haines, D.E., (2006). Neurociência Fundamental. Elsevier 3a edição;

Koch, M. Journal of Neurology and Neurosurgery Psychiatry. 2010; 81: pp 1039-1043; Multiple Sclerosis Society of Canada. “Living with Progressive MS.”

Mimoso, T. (2007). Qualidade de vida nos utentes com esclerose múltipla – qual a intervenção da fisioterapia ?. Revisão da Literatura, EssFisiOnline, 3(4), 40-50.

Siegel A. (2006), Sapru H.; Essential Neuroscience; Lippincott Williams & Wilkins; 2006;

Sociedade Portuguesa de esclerose múltipla, 2018;

One comment on “Esclerose Múltipla

  1. Penso… Que se deixar, ela vai ficar inerte. É um continuo estimular…

    Liked by 1 person

Deixe uma Resposta
Your email address will not be published. Required fields are marked *

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: