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Eduardo Merino

Aproveitei a possibilidade de efetuar sondagens nas redes sociais, para fazer um pequeno estudo.

Amostra : 890 pessoas visionaram o sondagem

Participaram: 206

A questão era a seguinte: Se por algum motivo tivesses a possibilidade de recuar 80.000 anos, aceitarias o desafio?

– não existiriam vacinas

– não existiam pesticidas

– não havia internet

– terias de caçar para ter alimento

– alimentação biológica

A sondagem foi clara. A maioria das pessoas alinhava em recuar 80.000 anos já.

A todos esses que disseram sim, eu enviei uma mensagem:

“Se por algum acaso pudesses trocar os tempos de hoje pelo de há 80.000 anos atrás, provavelmente já não daria porque com a idade que tens já terias morrido.

Provavelmente por uma infeção, por um combate tribal ou predador.

Mas podes recuar até essa data a nível de comportamento e experimentares.

Experimenta dormires ao relento, andares descalço, desligar completamente o telemóvel ou qualquer tecnologia, comer o que conseguires caçar ou o que for cru, anda só a pé só no meio do mato e se por ventura algo te acontecer nada de pedir ajuda ou ir ao hospital. Boa experiência para testar realmente se os medicamentos feitos de ervas amassados no meio de pedras ajudavam ou não a sobreviveres rapidamente.

1 semana assim e depois volto a fazer a mesma pergunta.”

Muito curioso o que se verificou em seguida. De todos os que responderam SIM, só 4 me responderam à mensagem com troca de ideias. Que basicamente diziam que dependia de vários fatores, que já experimentaram algo parecido e foi único, equilíbrio, ou até que era só para experimentar para ver como é que era.

Realmente é extremamente interessante refletirmos sobre isto.

Eu vou resumir: nós queremos todos recuar 80.000 anos mas só para ir buscar as coisas que nos interessam. Não ter vacinas, mas se algo correr mal, alguém que nos leve ao hospital. Ser uma aventura incrível, mas ter um plano de emergência e a civilização estar por perto. Comer vegetais , mas em tempos de escassez e fome, ter um supermercado à mão. Ter de caçar, mas de preferência bem equipado, com arma e se não o conseguir, ter um restaurante ali ao perto. Ir passar lá uns dias, só para curtir a experiência, tipo retiro espiritual sem nada no bolso, mas a saber que alguém me vai pagar o empréstimo da casa e do carro.

A sociedade está assim. É tão fácil tudo, que até é fácil acreditar que é possível não querer nada , porque na verdade temos a facilidade de rapidamente ter tudo. Nós temos as costas largas.

É um bocadinho como o novo conceito de divindade. Antigamente o Deus castigava o pecado. Agora não. Ele perdoa tudo. Se correr bem foi ele que mostrou o caminho, se correu mal ele perdoa. É um Deus ali sempre a jeito, sem muita dificuldade.

Há 2 anos numa aventura com colegas de mochila às costas, passei por uma Aldeia “Alternativa”. Eles não tinham contacto com a mundo. Diziam pelo menos. Casas de madeira, horta, latrinas e sem mais nada. Partos naturais, sem vacinas, sem pesticidas etc. Uma cena bem fixe. Achei o máximo.

Quando chegamos à aldeia mais próxima e fomos recebidos pelo presidente da junta, falamos sobre o tema. Ele sorriu e disse : nem me falem. Só nos dão trabalho. Já tiveram 3 grávidas de ir de urgência para o hospital. É rara a semana que não nos chamam para um médico ir lá. Ao fim de semana vêm todos almoçar aqui ao café e é cada bebedeira de cerveja que depois é um problema. “

Fica a reflexão.

#eduardomerino

#humanos

#vacinas

#vida

#biologia

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