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Eduardo Merino

A grande diferença entre o coletivismo observado numa colmeia de abelhas, e a humanidade, está relacionada com os princípios existenciais que distinguem ambas as espécies.

As abelhas existem com estigma sobrevivente socialmente puro.

Elas não apresentam estados de alma, não entram em depressão, nem fazem golpes de estado para derrubar a sua rainha. Basicamente podemos dizer que as abelhas têm uma capacidade incrível para existir. Valorizando o coletivo, o exclusivo da tarefa, nunca se importando verdadeiramente no propósito de “ser” enquanto abelha.

Nós humanos apresentamos uma sociedade também alicerçada na sobrevivência, no entanto o fenómeno existencial é muito mais elaborado e complexo.

O contexto coletivo terá uma obrigatoriedade: favorecer e incorporar a possibilidade de “sermos”, fazendo parte integrante do coletivo.

Nessa busca incessante pelo narciso incompleto, mutamos a sociedade a navegar por trilhos em constante transformação.

Uma instabilidade que obrigou o humano a criar regras e normas, nascendo dessa forma a Justiça e o Julgamento.

Do Sapiens Sapiens metastisamos uma insatisfação constante, obrigando o humano a desenvolver utopias como a Felicidade, o Paraíso, ou a Longevidade.

Mas não chegava. Eram necessários deuses, que nos elevassem a um patamar único entre os outros seres da natureza, essa natureza que sempre colocamos submissa à constante alteração de crenças e comportamentos.

Numa fase inicial os deuses eram poderosos mas distantes. Saiam dos mares, dos ventos ou das estrelas. No entanto a humanidade necessitava que essa divindade descesse à terra, principalmente para que ela própria desenvolve-se ainda mais o seu narciso: agora sim, todos nós podemos fazer parte desse reino dos céus.

De um reino fantástico, que nos guia, perdoa, julga, mas que acima de tudo nos abre o caminho da ressurreição. Essa qualidade humana que requalifica o erro, valoriza a transformação e principalmente festeja efusivamente cada novo renascimento.

Por isso a cada um de vós, que em momentos de enorme exigência, se reorganiza, adapta-se e resurge de novo, gritaremos em voz alta “ Aleluia, Aleluia.”

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